GUIAS DE CIDADES - MALTA

Fotografia de MaltaMalta, há cerca de 3000 anos atrás, no tempo da Grécia clássica, Malta era conhecida por - o Umbigo do Mar Interior-, a sua posição de sentinela nos estreitos que dividem o Mediterrâneo, entre a Sicília e a Tunísia, orientou desde sempre o seu destino.

Os interesses estratégicos e navais da Inglaterra modelaram em grande parte o carácter da ilha, provocando o desenvolvimento da zona do Grand Harbour, junto da capital, La Valetta, muito para além da capacidade permitida pelos escassos recursos da ilha. A conurbação de La Valetta, aglomerada em penínsulas que lembram os dedos das mãos e crescendo para o interior, tem mais de 200.000 habitantes, dois terços do total da população. Em Malta há 1342 pessoas por quilómetro quadrado, uma das densidades populacionais mais altas do Mundo. Uma segunda ilha, Gozo, tem apenas 355 pessoas por quilómetro quadrado.

Esta sobrepopulação não apagou os vestígios fascinantes do passado distante de Malta. Os mais antigos - como as grutas de habitação de Ghar Dalam - têm 5800 anos.

Sendo Malta uma ilha pequena e situada num ponto estratégico, a sua história está inevitavelmente associada ao domínio estrangeiro: esteve sucessivamente sob o domínio dos Fenícios, Cartagineses, Árabes, Normandos e Espanhóis. Seguiu-se depois um período durante o qual a sua colonização foi exercida de forma mais metódica, primeiramente pelos Cavaleiros de S. João de Jerusalém (1530-1798), depois chamados de Malta, a que se seguiu um breve período pelos Franceses (1798-1800), e finalmente pelos Britânicos (1800-1964).

Ao longo destes quatro séculos, a ilha de Malta foi sempre utilizada como fortaleza, primeiramente como bastião meridional da Europa cristã e mais tarde, após a abertura do canal de Suez em 1869, como guardiã do mais curto caminho marítimo para a Índia. Os dois grandes momentos da sua história foram o ano de 1565, quando a ilha resistiu aos Turcos durante o grande Cerco, e a II Guerra Mundial, quando foi sujeita durante largos meses a intensos bombardeamentos por parte dos Alemães e Italianos. A valentia com que os Malteses resistiram a este último ataque valeu a toda a ilha a condecoração britânica da Cruz de S. Jorge.

Até finais da década de 1950, a base militar britânica foi o pilar de suporte da economia de Malta, proporcionando-lhe mais de metade das suas divisas e um quarto dos postos de trabalho da sua população civil. Depois dessa data, a Grã-Bretanha começou a reduzir a base e em 1979 tinha-se retirado completamente. Nesses 20 anos verificaram-se alterações profundas na economia de Malta. As docas navais foram transformadas em estaleiros de construção e reparação navais, o desenvolvimento da indústria ligeira foi incentivado e o turismo aumentou consideravelmente, de 20.000 visitantes em 1960 passou para 730.000 em 1980. Apesar de tudo quase metade da população activa ainda trabalha na agricultura.

Verificaram-se ao mesmo tempo mudanças ao nível político. Após a Grã-Bretanha ter rejeitado uma proposta para Malta se tornar parte integrante do Reino Unido, a plena independência ocorreu em 1964, e em 1974 a ilha tornou-se uma república. Sob o governo de Dom Mintoff, primeiro-ministro desde 1971 até à sua reforma, em 1984, Malta seguiu uma política agressivamente independente, incluindo o estabelecimento de tratados económicos e comerciais com a China e a Líbia. O Partido Trabalhista de Mintoff e a Igreja Católica, politicamente poderosa (aliada ao Partido Nacionalista), são os principais protagonistas da cena política na Malta do pós-guerra.

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